quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Proteccionismo versus comércio livre

1. Defina proteccionismo.
Proteccionismo é um sistema em que estado com objectivo declaro de proteger os sectores económicos nacionais, colocam entraves ao comércio internacional livre.


2. Refira algumas formas de facilitação das exportações associadas ao proteccionismo, explicando porque são menos "transparentes".
subsídios às exportações, Dumping e desvalorização da moeda.
Porque causa exportações artificialmente muitas baratas.


3. O proteccionismo pode justificar-se, temporariamente, no caso das "indústrias nascentes". Justifique.
O argumento melhor aceite refere-se às indústrias nascentes que podem proteger-se da concorrência internacional forçando as importações estrangeiras concorrentes apagar directo adoaneiro, o que disse oficialmente os preços a favor de produção nacional;


4. Defina comércio livre.
Comércio livre é um sistema em que todos os estados advolgam o comércio internacional livre sem quaisquer barreiras alfandegárias ou técnicas.


5. Como consumidor tem alguma dúvida na opção entre proteccionismo e comércio livre? Justifique.
Para um consumidor, comércio livre é melhor do que proteccionismo, porque as políticas proteccionistas podem tornar os bens com preço elevado.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Balança de Pagamentos - Agosto/07 a Fevereiro/08

1. Publica uma imagem da tabela acima com outras cores.





2. Interpreta o saldo (estruturalmente) negativo da Balança Comercial.
Porque quando exportamos tipicamente produtos com pouco trabalho incorporado como a cortiça, o azeite e o vinho, etc. com tem pouco trabalho incorporado são vendidos no mercado internacional a preços baixos. contrariamente importamos produtos alta tecnologia, máquinas, equipamentos que têm muito trabalho incorporado sendo portanto relativamente mais caro.


3. Interpreta o saldo positivo da Balança de Serviços.



4. Interpreta o saldo negativo da Balança de Rendimentos.




5. Interpreta o saldo positivo da Balança de Transferências.




6. Interpreta o saldo positivo da Balança de Capitais.




7. Interpreta o saldo negativo da Balança Básica.





8. Qual o interesse de calcular as últimas duas colunas? (NOTA: Sabe-se à partida que deveriam dar exactamente o mesmo valor).

terça-feira, 2 de junho de 2009

Preços estáveis vs Conjuntura inflacionista

1. Utilize o ficheiro de ajuda com os seguintes dados:
- Valor do Cabaz: 1.000 €
- Taxas de Inflação da conjuntura “preços estáveis”: 1,5% e 1,7%
- Taxas de Inflação da conjuntura inflacionista: 4%, 7% e 9%
Recalcule:
a) O valor do cabaz nos próximos 10 anos;

b) O impacto da inflação sobre o poder de compra.




2. Comente o ponto anterior.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A estabilidade de preços é importante porquê?

1. “Com uma moeda estável como o euro, podes também ter a certeza de que com a tua nota poderás comprar sempre uma quantidade idêntica de bens e serviços. Contudo, se o teu dinheiro perdesse valor de forma considerável, então tu deixarias de ter confiança nele. Uma moeda tem valor porque as pessoas confiam nela”. (p. 2)1.1. Destaca do parágrafo acima uma expressão que enfatize a importância da função de reserva de valor da moeda, num contexto de estabilidade de preços.O que é que podes comprar com uma nota de €10? Que tal dois CD-singles ou talvez a tua revista preferida todas as semanas, durante um mês?1.2. O Euro é moeda fiduciária. Justifica.Sim o euro é uma moeda fiduciária por exemplo.- Por que motivo, então, vale um pedaço de papel tanto? Trata-se simplesmente de uma questão de confi ança. Se o teu melhor amigo te pede € 10 emprestados, sabes que ele tos devolverá. Com uma moeda estável como o euro, podes também ter a certeza de que com a tua nota poderás comprar sempre uma quantidade idêntica de bens e serviços. Contudo, se o teu dinheiro perdesse valor de forma considerável, então tu deixarias de ter confi ança nele. Uma moeda tem valor porque as pessoas confi am nela.




2. “A moeda simplifica as nossas vidas de três maneiras.” (p. 3)2.1. Explicita as três funções da moeda.A moeda simplifi ca as nossas vidas de três maneiras. Primeiro, é um meio de troca – deixou de ser preciso que as necessidades ou desejos coincidissem tal como numa economia de troca directa. Segundo, a moeda é uma unidade de conta – os preços são expressos apenas em unidades monetárias e não em termos de bens e serviços.E, por último, a moeda é uma forma de “armazenar valor” – as pessoasn podem guardá-la para poderem comprar coisas no futuro.





3. “Os índices de preços no consumidor – utilizados para verificar a estabilidade dos preços – são compilados uma vez por mês recorrendo ao que se designa por “um cabaz de compras”. Este cabaz contém, uma ampla variedade de produtos habitualmente consumidos por uma família representativa. O preço total do “cabaz de compras”, como uma medida do nível geral de preços, é depois verificado periodicamente para ver quanto é que os preços estão a subir”. (p. 4)Existe estabilidade de preços quando o nosso dinheiro mantém o seu valor ao longo do tempo.3.1. Explicita o conceito de família representativa.3.2. Explicita o conceito de cabaz de compras.Este cabaz contém, uma ampla variedade de produtos habitualmente consumidos por uma família representativa.3.3. Indica como se calculam os índices de preços no consumidor.




4. Definição: A inflação é a subida generalizada e sustentada dos preços.Se apenas subissem os preços de alguns bens, os consumidores poderiam adaptar-se a novos padrões de consumo, evitando os efeitos nefastos da inflação.Se os preços não subissem durante um período considerável de tempo, mas apenas num determinado momento, dir-se-ia que se verificou apenas uma alteração do nível geral de preços, passando para um patamar diferente no referido momento. Os preços teriam subido, mas o fenómeno não se diz inflação se não tiver continuidade.4.1. Explicita na definição de inflação, o significado das seguintes expressões:a) Generalizada;b) Sustentada.4.2. Refere as seguintes causas da inflação: (p. 5)a) Por excesso da procura;b) Por aumento dos custos de produção.4.3. “A deflação pode ser definida como sendo o oposto da inflação, isto é, (…)”. (p. 6)Completa a definição de deflação fazendo copy/paste.





5. “Os preços são considerados estáveis se, _________, não subirem (como em períodos de inflação) nem descerem (como em períodos de deflação) ao longo do tempo”. (p. 6)Completa.





6. A estabilidade de preços promove o crescimento económico e o emprego porque os consumidores e as empresas podem tomar decisões mais informadas se os preços forem comparáveis. (p. 7/8)6.1. Refere-te ao interesse da estabilidade dos preços na perspectiva dos consumidores.6.2. Refere-te ao interesse da estabilidade dos preços na perspectiva das empresas.






7. “Quando os preços são estáveis, os detentores de poupanças e os credores estão dispostos a aceitar taxas de juro mais ______, dado que esperam que o valor do seu dinheiro permaneça igual por períodos mais longos. Caso contrário, iriam querer uma garantia contra a incerteza quanto ao valor futuro do seu dinheiro e passariam a exigir taxas de juro mais elevadas para os seus depósitos e empréstimos”. (p. 8)Completa.






8. “Como resultado, os devedores beneficiam de taxas de juro mais ______. Isso significa que os custos de endividamento das empresas que desejam comprar máquinas mais modernas e das pessoas que pretendem um empréstimo para comprarem, por exemplo, um carro ou uma casa são mais baixos. Encorajar as empresas a investirem deste modo contribui para um aumento da sua competitividade e cria postos de trabalho adicionais. Esta é outra razão por que preços estáveis são um contributo tão importante para o crescimento económico e o emprego”. (p. 9)Completa.






9. “Regra geral, os grupos mais desfavorecidos da sociedade são os que frequentemente mais sofrem com a inflação, dado que as possibilidades que têm para se protegerem são limitadas”. (p. 9) Refere-te aos aspectos sociais da estabilidade dos preços comparando aqueles que usufruem de rendimentos fixos (salários e pensões, por exemplo) com os que detêm rendimentos variáveis (os lucros variam com as vendas).






10. “A política monetária do BCE visa manter a taxa de inflação anual na área do euro num nível muito baixo, ou seja, num nível inferior mas próximo de 2 % a médio prazo”. (p. 10)10.1 Explica porque é desejável uma taxa de inflação de 2% comparativamente a 0%.10.2 Explica porque seria perigoso para a economia a descida dos preços.10.3 Indica os países que pertencem à Área do Euro.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Fundamentos da determinação dos salários

1. Tendo em consideração o indicador PIB per capita, abaixo, estima entre que países do Gráfico extraído do US Bureau of Labor Statistics (acima) se situaria Portugal.
Pela ordenação do PIB per capita Portugal encontra-se pior que a Coreia, mas melhor que o México. Podemos esperar que a mesma ordenação se verifique em termos de salários médios pagos por hora porque nos países onde o trabalho é mais produtivo podemos esperar remunerações mais elevadas.



2. Observando o Quadro 13.3 indica os dois sectores de actividade com:
a) menor salário médio;
Serviço Doméstica e Comércio a retalho.
b) maior salário médio.
Corretores de títulos e de mercadorias e Banca, Seguros e Imobiliário.




3. Explica o ponto de vista de Samuelson, que para “explicar as nítidas diferenças salariais entre sectores de actividade e indivíduos”, conclui pela necessidade de analisar as situações de “concorrência imperfeita no mercado de trabalho”.
Num mercado perfeitamente concorrencial, uma das hipóteses admitida é a da homogeneidade dos produtos, isto é, estes são indiferenciados ou padronizados. Se todos os empregos e todas as pessoas fossem iguais num mercado concorrencial puro, então os salários também seriam iguais. parante as nítidas diferenças salariais entre sectores de atividade e indivíduos Samuelson viu-se forçado a analisar a concorrência imperfeita nos mercados de trabalho.



4. Entre “lavadores de janelas” e “porteiros” qual é a actividade melhor remunerada? Justifica explicitando o conceito de diferenciais de compensação.
Os lavadores de janelas têm que ser melhores remunerados devido ao risco de escalar um arranha-céu. Para a generalidade dos indivíduos, capazes de lavar janelas e ser porteiros, mesmo que na primeira profissão pudessem ganhar mais, preferiam exercer a segunda. Esta escolha não é irracional, apenas evidencia um diferencial de compensação que reflecte as diferenças não monetárias entre as profissões. Evidentemente que é muito mais cómodo ser porteiro.



5. Um factor importante na justificação das diferenças salariais é a qualificação do trabalho. Define capital humano.
O termo capital humano designa o conjunto de capacidades e de conhecimentos úteis e com valor acumulado adquiridos pelas pessoas ao longo da sua vida, embora classicamente se destaquem o processo educativo e a formação profissional.



6. Observa a Figura 13.5. Refere-te à importância do (1) nível de escolaridade e dos (2) anos de experiência na determinação do nível de rendimento.
A Figura 13.5 mostra que o nível de rendimento sobe em função das (1) graduações académicas e dos (2) anos de experiência.



7. Na Figura 13.6 a curva Licenciados/secundário incompleto apresenta quocientes que se aproximam do dobro relativamente à curva Licenciados/secundário completo. Interpreta esta discrepância.
A distância entre licenciados/secundário incompleto é maior que entre licenciados/secundário completo. Como aprimeira curva apresenta quocientes que aproximam do dobro da segunda, isso significa que o secundário completo proporciona rendimentos que se aproximam do dobro dos auferidos por aqueles que têm o secundário incompleto.



8. “Cada dia na universidade é um investimento em capital humano”. Justifica.
Na economia actual as empresas estão a processar cada vez mais informação em vez de matérias-primas, acentuando-se a necessidade de qualificação do trabalho. As qualificações obtidas na Faculdade têm o seu valor intrínseco, mais além disso são um pré-requisito para o prosseguimento dos estudos, que cada vez se alongam mais, e para a obtenção de um emprego bem rapidamente, a educação prepara as pessoas para compreender e ganhar com as novas circunstâncias.



9. Mostra como o desenvolvimento das tecnologias da comunicação permite a alguns privilegiados auferirem de rendimentos astronómicos. Define o conceito de renda económica pura.
Graças ao progresso tecnológico estas aulas de Economia estão disponíveis não apenas para a tua turma, mas para todo o país. Se forem realmente interessantes tornar-se-ão referência no país porque a tecnologia o permite. Se isso suceder poderão ser adicionados anúncios ao site no sentido de o rentabilizar, oferecendo-me uma remuneração adicional. Esse excedente do salário relativamente às melhores às alternativas noutras actividades, é uma renda económica pura.
De um modo geral, a globalização da economia e o desenvolvimento das tecnologias de comunicação premiaram os indivíduos que se destacaram nas suas actividades, elevando de forma astronómica os rendimentos de alguns afortunadas. Isto está a suceder, porque graça às TIC o público de cada um passou a ser equacionado, por vezes, à escala planetária. Pense-se por exemplo num apresentador da CNN, Num actor/realizador de cinema, num cientista ou num guru da gestão.



10. “A principal razão para uma grande disparidade nos níveis salariais é que os mercados de trabalho são segmentados em grupos não concorrentes”. Esta segmentação é maior ao nível do pessoal qualificado ou do pessoal indiferenciado? Justifica.
A nível do pessoal indiferenciado, como todos estamos habilitados a varrer as ruas e lavar as escadas, por exemplo, até se pode admitir que o mercado de trabalho se aproxima do modelo concorrencial. Já quando aumenta a qualificação, os mercados ficam mais segmentados. Por exemplo, um médico precisa de 6 anos de formação genérica, mas a generalidade deles enveredam depois por diferentes especialidades com duração variável, de cerca de 3 anos. É evidente que um cardiologista não vai posteriormente concorrer com os pediatras nem com os oftalmologistas. Quanto maior for o investimento de um profissional na sua área, tanto mais "caro" lhe fica mudar para uma profissão diferente.



11. Mostra como a educação é um factor de mobilidade do trabalho, proporcionando novas oportunidades às pessoas, designadamente no caso dos imigrantes.
Quando chegam ao país os imigrantes concentram-se em determinadas actividades, desvalorizadas pelos nacionais, onde encontram mais facilmente amigos. Por exemplo, em Portugal alguns imigrantes foram empurrados para a construção civil, enquanto os outros imigrantes se concentram no comércio. Apredendo a falar português, e adquirindo uma educação formal que lhes permita uma integração plena na sociedade portuguesa poderão aspirar ao exercício de profissões diferentes e melhor remuneradas que as destinadas ao seu grupo de amigos restrito.




12. Explica em que consiste o desemprego clássico, representado na Figura 13.7.
Acima do nível salarial de equilíbrio, a oferta de emprego é maior que a procura. Esse excesso de pessoas que pretende emprego mas não encontra (desempregados) apenas porque o nível de salários está acima do nível de equilíbrio, designa-se desemprego clássico. O salário pode ter subido em resultado da actividade sindical ou de uma lei que estabelecesse aquele salário mínimo.
13.Indica o efeito tendencial da acção dos sindicatos sobre o nível de:
a) salários no sector sindicalizado;
Os salários no sector sindicalizado geralmente sobem comparativamente com o sector não sindicalizado.
b) salários no sector não sindicalizado;
Os salários no sector não sindicalizado geralmente descem comparativamente com o sector sindicalizado.
c) emprego no sector sindicalizado;
O nível de emprego no sector sindicalizado diminui, porque os empresários não contratarão tantos indivíduos após a subida dos salários.
d) emprego no sector não sindicalizado.
Aceitando salários mais baixos, aumentará o nível de emprego no sector não sindicalizado para compensar a redução do nível de emprego no sector sindicalizado.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Oferta de trabalho

1. “Ao debruçar-se sobre o trabalho, a Economia toma (1) a pessoa humana não só como objectivo mas como (2) meio para esse objectivo.”
Explica se no estudo da oferta de trabalho, João César das Neves, evidencia maior preocupação com as (1) pessoas ou com (2) o resultado do seu trabalho? Justifica.
No estudo da oferta de trabalho, João César das Neves, evidencia maior preocupação com as pessas, porque ele acha que o trabalho é constituído por pessoas, ao debruçar-se sobre o trabalho, a Economia toma a pessoa humana não só como objectivo mas como meio para esse objectivo.



2. Indica exemplos de factores extra-económicos que deveriam ser considerados numa abordagem completa da oferta de trabalho.
Exemplo de factores extra-económicos: efeitos psicológicos, sociais, culturais, etc.

3. Indica as determinantes:
a) potenciais da oferta de trabalho;
A dimensão da população activa, a taxa de nascimentos e mortes, as migrações e o serviço militar.
b) circunstanciais da oferta de trabalho.
O nível de desemprego, o horário de trabalho, etc.



4. A níveis relativamente baixos dos salários a curva da oferta de trabalho é crescente. Justifica.
A níveis de salários baixos, aumentando a remuneração, aumenta a oferta de trabalho.


5. A níveis relativamente elevados dos salários a curva da oferta de trabalho é decrescente. Justifica.
Porque para os salários altos, aparecem por vezes situações em que um aumento de salário reduz a quantidade oferecida de trabalho.



6. Como explica João César das Neves que os mais jovens se sintam menos atraídos pelo trabalho que os seus pais? Justifica.
Porque as críticas dos mais velhos à nova geração, dizendo que esta não gosta de trabalhar, pois aos níveis actuais de ordenado trabalham menos que os seus pais, aparece aqui verdadeiramente enquadrado; na verdade, o nível seperior de salário não é, necessariamente, um incentivo para mais trabalho.




7. Como explica João César das Neves que os habitantes dos países subdesenvolvidos se sintam menos atraídos pelo trabalho que os europeus? Justifica.
Porque num país subdesenvolvido onde existem poucas coisas para comprar, não há incentivo para trabalhar mais do que o necessário para satisfazer as necessidades básicas.




8. Enumera outras questões que afectem a oferta de trabalho, além das já referidas.
As dificuldades, os riscos e as incomodidades relativas das várias tarefas.
A preparação necessária, o risco pessoal envolvido e a repulsa, pessoal e social.
Os dotes ou qualidades especiais das pessoas.
Situações de discriminação(sexo, raça, etc), onde o trabalho não é avaliado em termos estritamente produtivos.
A estrutura do mercado de trabalho se tem alterado, no sentido de diminuir o grau de concorrência.
O aparecimento de sindicatos e associações patronais e o uso de instrumentos como greves e negociação colectiva, tem cartelizado e monopolizado o mercado de trabalho.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Estruturas de Mercado

A concorrência entre poucas empresas designa-se oligopólio. O caso particular de existirem apenas dois produtores designa-se de duopólio. Monopólio se existir um único produtor.


1. Observando a tabela de Francisco Pereira de Moura distingue concorrência pura de monopólio. Quanto ao número de empresas a vender, em concorrência pura são muitas, em monopólio é apenas uma.
Quanto à dimensão das empresas, em concorrência pura são pequenas, enquanto no monopólio esta é grande.
Quanto ao produto admite-se que em concorrência pura as empresas produzem produtos similares, isto é com as mesmas características, indiferenciados.
Quanto ao domínio das empresas sobre os preços, este é impensável em concorrência pura, mas será o aspecto mais negativo apontado ao monopólio.




2. Indica as quatro hipóteses admitidas em concorrência perfeita.As quatro hipóteses são:
a) As empresas vendem um produto padronizado (homogéneo ou indiferenciado);
b) As empresas são aceitantes de preços, isto é, nenhuma tem poder para os influenciar.
c) Os factores de produção são perfeitamente variáveis a longo prazo;
d) As empresas e os consumidores têm informação perfeita.





3. Critica cada uma das quatro hipóteses acima lendo o texto de Robert Frank.
a) As empresas vendem um produto padronizado: Não há substitutos perfeitos para quem conhece bem os produtos. Quem aprecia cerveja distingue uma SUPER BOCK ou uma CARLSBERG de uma SAGRES. Para quem não gosta de cerveja, provavelmente serão iguais.

b) As empresas sâo aceitantes de preços, isto é, nenhuma tem poder para os influenciar: Esta condição é provavelmente satisfeita no mercado da "bica", visto que podemos optar entre numerosos cafés. Noutros sectores de actividade, portugal é um país tão pequeno que para as empresas terem dimensão suficiente para se manterem no negócio, facilmente adquirem
capacidade para influenciar os preços, porque são poucas em cada ramo de actividade.

c) Os factores de produção são prefeitamente variaveis a longo prazo: A mobilidade do trabalho é particularmente inverosímil, porque as pessoas vivem condicionadas pela sua cultura.

d) As empresas e os consumidores têm informação perfeita: Muitos continuam a achar que "o segredo é alma do negócio", ocultando deliberadamente informação. O mundo é complexo e existem inevitavelmente muitos aspectos sobre os quais a informação nos espaca.



4. Distingue concorrência perfeita de concorrência monopolista associando cada uma destas formas de mercado a uma das situações A ou B cuja curva da procura se apresenta. Justifica a resposta com Richard Lipsey.
A Situação A representa a concorrrência porque as empresas são aceitantes de preços. Dada a sua reduzida dimensão conseguem vender toda a produção ao preço estabelecido no mercado, mas se aumentarem o preço um cêntimo deixam vender, porque os consumidores irão optar por outros vendedores. portanto as empresas em concorrência enfrentam uma curva da procura que tem a configuração de uma recta horizontal.
A Situação B representa a concorrência monopolista, em que cada produtor vende um produto que difere um pouco do vendido pelos competidores. Se a empresa subir o preço, diminuirá os negócios em benefício dos seus concorrentes; não perderá, porém, todos os seus clientes só porque o seu preço é mais elevado que deles. É que a diferenciação do produto em relação aos concorrentes fará com que algumas pessoas os prefiram aos outros, apesar do seu preço um pouco mais alto. Quanto mais diferenciado for o produto relativamente aos seus conpetidores, menor será a elasticadade da curva da procura, traduzindo-se graficamente na sua maior inclinação.